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Visão geral dos textos
Brincando com fogo
Por yuri vieira   
22 de junho de 2006
Imagine a cena: um sedutor Mestre de Cerimônia de ar andrógino e cabotino sobe no palco duma região distante e - protegido por anjos do inferno que se põem à sua volta - berra à assistência formada por milhares e milhares de pessoas, algumas pra lá de Bagdá, outras pra lá de Psychedelic Land, algumas nuas de corpo, outras de cérebro, berra a toda essa gente que ele, o beiçudo e sexy Mestre de Cerimônicas, morre de simpatias pelo demônio.
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Felicidade Criadora
Por Jiddu Krishnamurti   
14 de abril de 2005
"Não digais que a vida é exigente demais, que elas têm de enfrentar duras realidades, que é seu destino, seu karma, que é a culpa dos pais; tudo isso é puro absurdo. A felicidade criadora é para todos, e não para poucos somente."
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Soneto do Pseudo-artista
Por yuri vieira   
06 de outubro de 1995
Um soneto escrito para um amigo que eu imaginava não ser artista, mas que, na verdade, apenas não havia ainda encontrado seu gênero de expressão.
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Julio D. Borges, Pedro S. Câmara e euzito
Por yuri vieira   
22 de junho de 2006
Em 1997, um relâmpago de indignação cruzou o céu nublado da vida universitária brasileira.
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Son(h)eto
Por yuri vieira   
11 de maio de 2003
Um soneto escrito especialmente para o dia das mães a partir de um sonho lúcido...
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A luz do Bob Esponja
Por yuri vieira   
27 de abril de 2007
Eu juro que não faço de propósito. É que eu sou assim mesmo, um cara meio esquisito. Digo isso porque, sempre que volto a conversar com o Cassius Pucci Cordeiro, diretor de fotografia do meu curta-metragem (Espelho), ele se recorda dessa história. A questão é que eu queria uma iluminação XYZ para nosso filme, cujo desenrolar tem como único cenário uma sala de cinema.
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God is a girl’s best friend
Por yuri vieira   
08 de maio de 2007
Foi durante um dia de folga, no terraço dum café da Montanha Azul, que a vi pela primeira vez. Parecia muito feliz e estava linda, aliás, mil vezes mais deslumbrante que em todos aqueles famosos filmes e fotografias. Isto é, famosos ao menos para nós, seus conterrâneos, uma vez que, entre as dezenas de circunstantes, ninguém ali dava mostras de conhecer o significado da presença daquela mulher.
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O hippie reacionário
Por yuri vieira   
07 de março de 2007
Eu sempre dou muita risada ao ver o Erik Cartman, o gordinho do South Park, xingando alguém de hippie. (Isso sempre me lembra uma ex-namorada que, ao passear por feiras de artesanato, costumava reclamar: "ai, que cheiro de hippie".) O que eu nunca imaginei é que alguém chegaria um dia a me chamar - sim, a mim, limpinho e cheiroso - de "hippie reacionário". Pois é, isso rolou.
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O Brasil ainda tem jeito
Por yuri vieira   
28 de setembro de 2006
Serei sucinto. Fato: mais da metade dos eleitores brasileiros NÃO querem que o Lula se reeleja. Fato: a imensa maioria dos eleitores de Lula se encontra entre a parcela mais desinformada da população, que também é - e isso não é uma coincidência - a parcela mais pobre, a que tem menos acesso às mídias em geral e à educação. Fato: há muito intelectual, militante e agitador por aí também, mas são uma minoria se comparados ao grosso desses eleitores. Fato: por mais que a classe média tenha empobrecido, ela ainda é a dona do voto de Minerva.
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O dia em que a Terra parou
Por yuri vieira   
28 de junho de 2006
Toda invenção humana não almeja outro fim senão a vitória sobre as limitações impostas pelo tempo e pelo espaço. E sei que não preciso citar muitos exemplos para provar tal afirmação. Uma simples meditação sobre os artefatos tecnológicos que nos cercam já constitui uma fonte de indícios demasiado ampla. Até mesmo uma lâmpada não faz outra coisa senão permitir um maior campo de visão em meio às trevas (mais espaço) e mais tempo de vigília noite adentro. E, sem abandonar este raciocínio, vale dizer que muitas supostas novidades tecnológicas não passam de aperfeiçoamentos de técnicas e engenhos já existentes. A internet, por exemplo, é como uma biblioteca de periódicos e livros – somada à função de correio – estendida por todo o planeta.
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O potencial do Second Life
Por yuri vieira   
28 de setembro de 2006
O aspecto revolucionário do Second Life está em seu potencial, não naquilo que ele já é.
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Sobre o aborto e a jaca
Por yuri vieira   
22 de junho de 2006
Na minha singela opinião, a questão da lei sobre o aborto, no fundo no fundo, é tão somente uma questão de crença e de honestidade intelectual. E me refiro não apenas à crença dos religiosos que o combatem, mas também à daqueles que acreditam completamente, que têm plena fé, de que a vida não é senão um amontoado, dos mais complexos, de reações físico-químicas.
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Tlön, Urântia, Borges, Deus
Por yuri vieira   
11 de abril de 2008
Jorge Luis Borges descreve assim a descoberta do primeiro volume da enciclopédia sobre o planeta Tlön: “Numa noite do Islã, que se chama a Noite das Noites, abrem-se de par em par as secretas portas do céu e é mais doce a água nos cântaros; se essas portas se abrissem, eu não sentiria o que senti naquela tarde.” Foi exatamente assim que me senti ao ter O Livro de Urântia nas mãos pela primeira vez...
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Sobre o autor...
Yuri Vieira, 35, é um escritor e cineasta paulistano. Estudou na Universidade de Brasília - onde cursou cinema com Nélson Pereira dos Santos - e residiu durante dois anos com a escritora Hilda Hilst (de quem foi secretário e webmaster). Publicou seu primeiro livro A Tragicomédia Acadêmica - Contos Imediatos do Terceiro Grau em 1998 e, em Abril de 2007, dirigiu seu primeiro curta-metragem de ficção, Espelho, que recebeu o prêmio de melhor direção do 3.o FestCine GYN. É ainda colaborador dos sites Digestivo Cultural e O Expressionista, além de editar o blog coletivo O Garganta de Fogo.
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