Depoimentos

Algumas opiniões críticas sobre meu trabalho.

Yuri, (…) você tem enorme talento e nem quero afirmar que haja algo de osmose por aí. Ou a osmose permitiu a aproximação com a Hilda [Hilst]. (…) Abracadabraço.Millôr Fernandes, escritor e humorista
Prezado amigo Yuri. Andei lendo seus contos. Raras inteligências perceberam tão bem quanto a sua o “vácuo atormentado” da sua geração. Não creio que essa experiência pudesse ser descrita senão pela mistura do engraçado e do tétrico, que você consegue dosar com muita habilidade. O Abominável Homem do Minhocão me deixou num estado indefinido entre o tremor de riso e o tremor de medo. Estou muito satisfeito de ter lido este livro. Muito obrigado.Olavo de Carvalho, filósofo e escritor
(...) O que eu mais gosto nesse texto [A Bacante da Boca do Lixo] é essa capacidade que você tem de realmente contar a história — um bom contador de histórias se distancia do núcleo da sua narrativa e sabe espraiar o seu discurso para outras zonas, conectando tudo graças a um fio psicológico — e essa qualidade está perdida hoje, quando a nossa literatura tem um laconismo vulgar e medíocre. Você tem naturalidade para narrar — uma naturalidade que às vezes se aproxima demais do Henry Miller, mas que você consegue superar. O momento do encontro com Duda, quando o narrador percebe as mãos ásperas da menina, é uma coisa linda... Enfim, fico imaginando todo esse poder narrativo que você tem focado numa história cujo tema esteja desligado do underground ou daqueles personagens loucos do mundo universitário...(...)Rodrigo Gurgel, professor de escrita criativa e crítico da Folha de São Paulo e do jornal Rascunho
Prezado Yuri. Estou lendo lentamente os contos do teu livro. Parabéns! A diversidade de estilos com que você lida, tanto literários quanto o modo como lida com a linguagem de cada área do conhecimento, é algo impressionante. E sempre com humor muito divertido, ri muito até agora. Repito o que já te disse em outro e-mail: deve convidar críticos literários para ler teu livro (...). Escrevi para André Forastieri, colunista da Caros Amigos, sugerindo que leia teus contos. Parabéns! Quando tiver outros textos, por favor, avise. Terei prazer em ler. Um abraço. Sergio Coutinho, do Observatório da Imprensa
A marca de um verdadeiro escritor sempre será colocar em palavras o que estamos sentindo e pensando. Um escritor de verdade é sempre um escritor da verdade. Por isso eu recomendo vivamente a leitura dos textos de Yuri Vieira. Paulo Briguet, escritor e cronista da Folha de Londrina
Falei aqui [no Facebook] do livro A Tragicomédia Acadêmica do escritor Yuri Vieira. Na boa, um dos melhores livros de contos que já li. A linguagem despretensiosa e a capacidade de ironizar tipos comuns do 'mainstream intelectual' são impagáveis. (...) Em Vieira, o mais surpreendente são as inferências e a intertextualidade. Eu tive crises de risos com o conto 'Frida' e, em outro conto, quando o autor transforma o ambiente universitário em um campo de concentração. O livro é inteligentíssimo. Não lembro quem me indicou, mas fica aqui o meu 'MUITO OBRIGADO'. Eu repasso a indicação. Luis Vilar, editor-geral do Grupo CadaMinuto
Yuri Vieira é um eterno estudante. Saído da faculdade, não se conformou com apenas trabalhar para sobreviver e decidiu dar à sua vida o rumo que sempre sonhou: produzir intelectualmente, deixar atrás de si um rastro visível não apenas pelos olhos mas principalmente pelo espírito. A Tragicomédia Acadêmica — Contos Imediatos do Terceiro Grau é um libelo de protesto contra o sistema de ensino superior no Brasil. Ao mesmo tempo, é um desabafo nostálgico-fantástico do tempo em que viveu agrilhoado a esse sistema, tentando aprender, tentando simultaneamente viver e não se deixar apagar, abafado por todos os que se auto-intitulam donos de todo o conhecimento.Ryoki Inoue, escritor
Seguir [no Facebook] o escritor Yuri Vieira me convenceu de algo que eu só conhecia em hipótese: a literatura é capaz de expandir sua inteligência, a partir das experiências que não seriam possíveis empiricamente. Yuri é aquele escritor que consegue contextualizar temas comuns em cenários incomuns e então produzir o inesperado, o diferente do lugar-comum empírico. Paralaxe, ver de outro ponto de vista sob o mesmo eixo, é conceitualmente fácil de entender, mas difícil de produzir, possui um arquétipo exigente, e é isso que encontro nos textos dele. Isso é capaz de redimensionar todas as suas considerações sobre os mais variados temas que até então você acreditava conhecer. Ricardo Roveran, professor
Yuri, meu velho. Suas estórias são ótimas como o uísque que bebi ao lê-las. Abração.J. Toledo, artista plástico

Quem

Sou um escritor e cineasta paulistano radicado em Goiânia. (Pois é, sô...) Passei a infância e a adolescência entre São Paulo, Rio de Janeiro e a fazenda da minha avó materna em Goiás. Morei em Latacunga, no Equador, onde me tornei andinista, tendo escalado, entre outros, os vulcões ativos Guagua Pichincha (4800m), Tungurahua (5060m) e Cotopaxi (5890m). Foi nesse país que publiquei, em espanhol, no jornal El Día, meus primeiros contos e artigos. Entre 1992 e 1997, estudei na Universidade de Brasília — onde, entre outras coisas, cursei cinema com Nelson Pereira dos Santos e teoria e crítica literária com Flávio Kothe — e, após residir durante dois anos com a escritora Hilda Hilst (de quem fui secretário e webmaster), trabalho hoje como cronista, roteirista e diretor de audiovisual. Publiquei meu primeiro livro A Tragicomédia Acadêmica – Contos Imediatos do Terceiro Grau em 1998, o qual recebeu elogios de Bruno Tolentino, Millôr Fernandes, Lygia Fagundes Telles, Olavo de Carvalho e Ryoki Inoue. A esse livro, seguiram-se outros quatro (ver abaixo). Atualmente, tenho contratos com a Vide Editorial e com a Editora Record.

Em Abril de 2007, dirigi Espelho, meu primeiro curta-metragem de ficção, o qual recebeu o prêmio de Melhor Direção no III FestCine Goiânia e — além de ter sido selecionado pelos festivais Cineme-se 2008 (Santos-SP) e VII Goiânia Mostra Curtas — foi também convidado pela mostra No Siesta: Fiesta! (Tromsø, Noruega, 2009) e pela mostra Verão Cinema e Outras Coisas (Costa da Caparica, Portugal, 2009). (Segundo o curador de um festival mineiro, meu curta-metragem foi rejeitado por outros festivais autóctones porque, a certa altura, o protagonista diz: "Aposto que esse filme foi feito com dinheiro público: é por isso que este país não vai pra frente!".) A peça que escrevi a quatro mãos com a diretora Miriam Virna — Admirável e Só para Selvagens (uma adaptação do livro Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley) — foi selecionada pelo Cena Contemporânea – Festival Internacional de Teatro de Brasília (2009) e, em 2011, esteve em cartaz no SESC Copacabana e no Teatro Municipal do Jockey, no Rio de Janeiro.

Em 2008, participei como debatedor do Encontros de Literatura Contemporânea, em São Paulo, organizado por Julio Daio Borges e pela Casa Mário de Andrade. Em 2015, nos Estados Unidos, participei como debatedor do II Encontro de Escritores Brasileiros na Virginia, organizado pelo filósofo Olavo de Carvalho.

Sou ainda colaborador bissexto dos sites Mídia Sem Máscara e Digestivo Cultural. (Em anos pregressos, fui colunista do Caderno Pop do jornal O Popular e cronista das revistas da Editora Price.) Também ministro cursos de roteiro e direção de curtas-metragens. (Sobre minhas experiências como auxiliar de escritório, militante ambientalista, mochileiro, "espeleólogo", vendedor de porta em porta, raver, assistente de produção e sócio de estúdio fotográfico, falarei oportunamente... em minha ficção.)


Com Hilda Hilst, na Casa do Sol

O melhor elogio que recebi na vida foi o da Senhora H: após ler meu primeiro livro, animada, convidou-me para residir na Casa do Sol, sua residência. Ela me ensinou que o escritor, sem fé em Deus, não é ninguém e que ele tampouco deve ter medo da própria imaginação: embora nunca deva deixar-se dominar por ela. Com Hilda e com Bruno Tolentino, que também morou conosco, aprendi quais são as agruras e os privilégios da vocação literária. Minha eterna gratidão a esses dois amigos e mestres.


Nos Estados Unidos, com Olavo de Carvalho

Olavo é exatamente o professor que procurei, sem sucesso, nas três universidades onde estudei. Graças a ele, esquivei-me das loucuras acadêmicas e pseudo-filosóficas e das armadilhas do niilismo e do gnosticismo modernos. Ter acesso a seus livros e aulas é como ser um alpinista perdido no Monte Branco e, de repente, encontrar o guia de montanha mais experiente da região. Minha eterna gratidão ao amigo e mestre.

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